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#BRADESCO | 19/11/2025
Sindicatos e federações realizam dia nacional de luta contra o fechamento de unidades do Bradesco

Mobilizações em todo o país denunciaram a política de fechamento de agências, a precarização do atendimento e os riscos impostos aos clientes ao serem empurrados para o correspondente bancário e o atendimento virtual.No Rio Grande do Sul, os protestos aconteceram na capital e em várias cidades do interior.

O movimento sindical bancário realizou, nesta quarta-feira (19/11), um dia nacional de luta contra o fechamento de unidades do Bradesco. A mobilização tomou corpo em todo o país e contou com a participação de todas as federações e sindicatos, reforçando a unidade necessária para enfrentar a política de desmonte adotada pelo banco.

Essa participação ampla foi fundamental porque o fechamento de agências atinge trabalhadores e clientes em todo o Brasil, especialmente nas regiões periféricas e cidades mais distantes dos grandes centros urbanos, que têm sofrido de forma ainda mais intensa com a redução dos pontos de atendimento.

O Bradesco, que por muitos anos fez campanha anunciando sua presença em todos os municípios brasileiros, agora segue no caminho oposto e, de maneira forçada, vem empurrando seus clientes para canais de atendimento fragilizados, como correspondentes bancários ou meios digitais. Esse movimento prejudica o atendimento presencial de qualidade e expõe a população a riscos adicionais — principalmente em localidades de difícil acesso e entre clientes com menos recursos tecnológicos, que ficam mais vulneráveis a golpes e à exclusão financeira.

Além disso, os correspondentes bancários não são bancários e não possuem a proteção e os direitos assegurados pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “Ao transferir o atendimento para locais onde quem recebe o cliente não é bancário, o Bradesco precariza a atividade e se exime de responsabilidade, colocando o cliente em uma situação ainda mais frágil”, destaca a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira.

As mobilizações desta quarta-feira mostraram a força da categoria, e as imagens registradas durante os atos comprovam o envolvimento e a disposição de luta. Em nossa galeria de fotos, é possível ver o quanto os sindicatos e federações abraçaram a atividade.

Erica de Oliveira reforça ainda o compromisso da categoria em seguir pressionando por mudanças. “O movimento sindical está organizado e não vai recuar. Fizemos esse grande dia de luta e faremos outros. Vamos continuar insistindo porque não concordamos com essa política de fechamento. Para garantir um atendimento seguro, com respeito aos clientes e aos bancários, é fundamental manter unidades físicas. O autoatendimento tem que ser uma opção — nunca uma imposição.”

O processo em curso foi confirmado pelo próprio presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, em entrevista ao Valor Econômico, publicada no último dia 14 de novembro. Segundo o CEO, o banco fechou 1,6 mil pontos de atendimento físico em um ano — acima da meta — e pretende encerrar quase mil novas unidades nos próximos 12 meses.

A fala do executivo deixa claro que o processo em curso não é pontual, mas planejado. E justamente por isso, a resposta da categoria precisa permanecer firme: “Vamos seguir na luta. Essa prática afeta o sistema financeiro como um todo, mas no Bradesco o impacto nos surpreende, porque historicamente o banco defendia a presença em todos os municípios. Agora, ao fazer essa virada, deixa seus clientes com atendimento precário”, afirma a coordenadora da COE.

A Contraf-CUT, suas federações e sindicatos reforçam que não concordam com essa política e seguirão mobilizando bancários e clientes para mudar esse cenário. A luta continua — e continuará onde for necessário.

 

  

 

 

 


Fonte: Contraf-CUT, com edição da Fetrafi-RS

 

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