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Cabergs | 28/12/2023
Sindicato cobra Banrisul sobre gestão dos planos de saúde da Cabergs

O Banrisul é o maior patrocinador dos planos de saúde oferecidos pela Cabergs aos empregados do banco e extensivo aos seus dependentes. Planos médico-hospitalares, consultas, exames laboratoriais, assistência psicológica e psiquiátrica, e planos odontológicos fazem parte da rede de assistência de saúde da operadora de autogestão. Vale lembrar que a criação da Cabergs é de iniciativa do banco. O Banrisul, em seus editais de seleção pública, oferece como vantagem atrativa a cobertura de planos médico e odontológico.

Apesar de ser facultativa a adesão aos planos, essa condição não isenta o banco da responsabilidade na gestão da Cabergs. O Banrisul é quem indica os diretores oriundos do quadro de empregados para os cargos, o que lhe dá o poder de gestão em todas as decisões. O credenciamento de profissionais e empresas prestadoras de serviços nas mais diversas áreas médicas fazem parte do conjunto de atividades supervisionadas pelos diretores indicados.

Na criação dos planos de saúde, o banco, através da Cabergs, decidiu cobrar dos seus empregados uma contrapartida mensal como forma de baratear a assistência oferecida. Todos que ingressam na Cabergs sabem do compromisso de pagar mensalmente. Acontece que, nos últimos sete anos, as mensalidades, mais as TPDs (taxa de participação para uso dos produtos oferecidos pela Cabergs em seus planos) têm onerado muito o bolso dos beneficiários/empregados. Segundo levantamento do Dieese, o INPC entre 2016 e 2023 acumulou alta de 53,64%. Enquanto isso, os reajustes praticados pela Cabergs nos seus planos de saúde, como o Pameg, Pamo e Panfa, chegaram a 91,56%, quase o dobro do INPC deste período, um índice muito alto se comparado ao reajuste salarial dos banrisulenses.

Um fator que chama a atenção e espanta os olhos e o bolso de quem paga foi o reajuste no Pames, que trabalha com uma lógica de contribuição mínima mensal e sofreu reajuste de 391,48% entre 2016 e 2023. Os planos da Cabergs estão se tornando elitizados e têm doído no bolso dos beneficiários. Sabe-se da dificuldade em fazer as contas fecharem a cada novo mês em planos como os da Cabergs, mas o Banrisul tem que assumir mais a conta com a saúde dos seus empregados. O SindBancários tem a convicção de que o trabalhador já é o elo sempre mais fraco nessa composição de pagamento.

O Sindicato entende que, nos últimos sete anos, período iniciado no governo Sartori e atualmente com o governo Leite, a Cabergs sofre intervenção negativa. As duas gestões governamentais trabalharam fortemente para a privatização do Banrisul e suas empresas subsidiárias. Não se sabe se por orientação superior ou não, a gestão da Cabergs tem onerado os beneficiários dos planos médicos/odontológicos. A prática de buscar equilibrar as contas tem levado a reajustes muito além daqueles praticados nos salários.

Demissões em cargos estratégicos

Com a justificativa de reduzir custos administrativos, que giram em torno de 11%, sendo que neste ramo é aceitável ter um custo com a máquina administrativa de até 15% sobre o orçamento anual, a gestão da Cabergs vem demitindo gerentes, especialistas em planos de saúde de autogestão em vários dos seus departamentos. Um exemplo foi o recente anúncio de demissão, há dias, do gerente de atendimento aos beneficiários que trabalhava há 36 anos na Cabergs.

A busca por otimizar o uso de recursos financeiros é sempre uma meta de qualquer empresa. O que o SindBancários não concorda é com esta prática, a mesma adotada pelo segmento privado, como exemplo os bancos da iniciativa privada, que praticam o turnover para demitir empregados mais antigos sem a mínima consideração com os trabalhadores, que durante muitos anos deram o máximo para obter bons resultados para as empresas. O Sindicato questiona o motivo das demissões, que até o momento não foram justificadas pela Cabergs, pois trabalhadores e trabalhadoras são investimentos e não custos descartáveis.

De olho na Cabergs, o Sindicato percebe que o número de vidas assistidas nos últimos sete anos caiu bastante: de mais de 42 mil para cerca de 37 mil. Isso é um sinal de que há algo de errado na condução da operadora, pois nem os novos concursos conseguiram manter o número de vidas atendidas há sete anos. As adesões aos planos promovidas pelo último concurso estão muito baixas.

Cabergs descumpre acordo de 2022

A direção da Cabergs deve ao movimento sindical o estudo de viabilidade para a eleição do(a) diretor(a) representante, conforme o acordo salarial específico com o Banrisul de 2022, previsto para seis meses, a contar de 1º de setembro daquele ano. Isso demonstra o descaso da gestão da Cabergs com o que foi acordado em mesa de negociação. O movimento sindical cobra respostas sobre todos os fatos relatados acima e exige que o acordo de 2022 seja cumprido.

Imprensa SindBancários

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