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Bancos | 05/10/2021
A soma de todas as vergonhas do Itaú

Lá fora, as filas se estendiam por uma quadra. Lá dentro, o retrato das dificuldades que o Itaú impõe à vida e à saúde de seus funcionários. É medo o que aqueles que foram obrigados a voltar a trabalhar no presencial na segunda-feira, 4/10, sentem.

Este simples sentimento que se desperta diante da vida em risco é causado por uma vergonha. Ou melhor, pela soma de várias vergonhas. Dirigentes do SindBancários percorreram agências de sua base e constataram que as vergonhas se multiplicam no Itaú.

Com uma média de mortes que beira as 500 ocorrências por dia devido à Covid-19, o Itaú anunciou retorno de quem estivesse em casa. Não importa se tem parente com comorbidade. Tanto faz se teve Covid-19 e tem sequelas. O Itaú não está nem aí para a vida da gente que produz a riqueza dos banqueiros donos do maior banco privado do país.

Pois na segunda-feira, o jeito foi se juntar no Dia Nacional de Lutas. Por todo o país, dirigentes foram conversar com os colegas nos locais de trabalho. Foi difícil conversar. Era tanta gente para atender na primeira segunda-feira do mês que mal se conseguiu entregar o jornal Itaunido.

Faltam dedos nas mãos e nos pés para contar as vergonhas que o Itaú promove. Afinal, são milhares de demitidos durante a pandemia, mesmo ante o compromisso de não demitir. São centenas de doentes por Covid-19 adquiridas no front do presencial.

A esse coquetel de desespero, acrescentem-se as maldades. O Itaú, com todo esse contexto de crise, de dificuldade para realizar negócios, piora a situação: cobra metas abusivas, reduz comissionamentos e aposta no medo.

O diretor do SindBancários e representante gaúcho no COE/Itaú, Eduardo Munhoz, conta que o clima está complicado nas agências e o banco tem feito pouco para amenizar o sofrimento. “Com todo o medo do pessoal, com toda essa quantidade de mortes, o Itaú consegue piorar o clima. A ameaça de demissões deixa o pessoal apavorado e sem ter alternativa a não se r arriscar a vida”, denunciou o diretor que é empregado do Itaú.

Para o diretor do SindBancários, Sandro Rodrigues, também empregado do Itaú, as vergonhas estão escancaradas nas agências. “Como um colega que está apavorado por ter um pai, um irmão, um parente doente em casa ou que tem sequela de Covid-19 vai ter condições de render e realizar negócios? O Itaú criou um clima péssimo para os próprios negócios do banco. Que vergonha, Itaú”, finalizou Sandro.

O diretor do SindBancários, Luiz Cassemiro, pediu que os colegas entrem em contato com o SindBancários e que ajudem a cuidar a saúde um do outro tomando todos os cuidados necessários com os protocolos de combate à pandemia. “O Itaú vem fazendo sucessivos processos de reestruturação na sua operação. Tem aumento de demanda de trabalho para os colegas que ficam nas agências. Aumento de cobrança de metras já abusivas, o que gera adoecimento entre os trabalhadores”, avaliou Cassemiro.

Tuitaço

Na manhã da segunda-feira, também trabalhamos nas redes sociais. Às 11h, tivemos um tuitaço nacional. Participe, ainda dá tempo. Se publicar a hashtag #QueVergonhaItau no seu perfil do twitter, já está muito bom.

Fonte: Imprensa SindBancários POA e Região

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